Mostrando postagens com marcador Resenhas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Resenhas. Mostrar todas as postagens

  (Resenha) Desaparecidos - Margaret Peterson Haddix


Edição: 1
Editora: Fundamento
ISBN: 9788539505852
Ano: 2014
Páginas: 224
Tradutor: Edite Siegert
Um avião pousa em um aeroporto dos Estados Unidos sem ser detectado no radar. No seu interior, não há adultos, não há tripulação. Apenas 36 bebês, cada um em uma poltrona. E, assim como apareceu do nada, o avião some. Mas as crianças ficam. Treze anos depois, Jonas, um adolescente que sempre soube que era adotado, começa a receber cartas misteriosas com as frases: “Você é um dos desaparecidos”, “Cuidado! Eles vão voltar para pegá-lo”. Seu amigo Chip também recebe as mesmas mensagens. Seria apenas uma brincadeira de colegas da escola? Jonas, Chip e Katherine, irmã adotiva de Jonas, começam a investigar as cartas enigmáticas e descobrem que não são os únicos a recebê-las. Uma incrível trama está acontecendo e ela envolve o FBI, pessoas que aparecem e desaparecem no ar, viagens no tempo e dois poderosos grupos rivais que querem coisas bem diferentes dos garotos. De uma hora para outra, Jonas, Chip e Katherine se encontram no meio de uma surpreendente aventura da qual não podem escapar. Será que eles têm alguma escolha? E se todas as alternativas forem horríveis? Desaparecidos é uma série de ficção best-seller da autora Margaret Haddix que você não vai conseguir parar de ler.
Quando vi Desaparecidos entre os livros da Editora Fundamento a vontade de ler foi imediata. Parecia ser aquele tipo de livro juvenil super leve, agitado e perfeito para distrair em uma tarde e posso garantir : Superou as expectativas.

Um avião misteriosamente aparece no aeroporto onde Angela está trabalhando pelo seu primeiro dia, sem estar previsto, sem ter nenhum adulto entre a tribulação e sem que ninguém além dela veja como ele apareceu do nada. Dentro do avião? Só um monte de bebê. A situação foi tão bizarra e tão inexplicável que até o FBI foi chamado para solucionar o problema... Ou mascará-lo. Todo assunto foi abafado... As crianças foram postas, discretamente, para adoção e tudo foi esquecido. Até que anos depois todas elas começaram a receber cartas misteriosas. Todas juntas.

Uma delas é Jonas, que sempre soube que era adotado, outra é Chip, que descobriu sobre sua origem da maneira mais desagradável possível... Já Katherine, irmã adotiva de Jonas, não tem nada diretamente relacionado com a história toda, mas é a curiosidade é tão grande que acaba se envolvendo... Mais do que deveria. Juntos os três farão descobertas inacreditáveis.

Com uma narrativa simples, porém super cativante, Margaret Peterson Haddix transformou um simples livro infantil num livro que pessoas de qualquer idade podem apreciar. Ale´m da narrativa outro fato que me conquistou foi a criatividade da autora, ela definitivamente usou e abusou desse quesito e no final de tudo acabou surpreendendo bastante. Já sobre os protagonistas, o que dizer? Inteligentes demais. Principalmente Katherine. Se eu não tivesse uma irmã mais ou menos na faixa etária dela diria que é bastante irreal e tão terrível quanto, teria achado a personagem bem irreal.

A narrativa é feita em terceira pessoa, porém sob ponto de vista predominante do Jonas - O que achei uma pena, a autora poderia ter explorado melhor aproveitando o fato de ser em terceira pessoa e usado vários pontos de vista - . A diagramação é simples, capa bem bonitinha e não achei erros ortográficos. Não que eu tenha reparado.

Se você gosta de histórias super agitadas e quer algo pra passar o tempo e divertir, é uma ótima  escolha.

  (Resenha) Sombra de um Anjo - Ana Beatriz Brandão


Edição: 1
Editora: Fundamento
ISBN: 9788539505852
Ano: 2014
Páginas: 224
Tradutor: Edite Siegert
Era necessário que a balança entre o bem e o mal estivesse equilibrada. E, para evitar que o nosso mundo fosse destruído pela ganância e pela sede de poder de Lucian, foi forjada uma arma capaz de decidir o destino da humanidade. Um corredor escuro, uma garota e uma voz misteriosa, sombras avançando em sua direção e, em um piscar de olhos, uma multidão de pessoas mortas a observando pacientemente, como se esperassem algo: é assim que vive Samantha Lyterin, uma garota aparentemente normal, mas assombrada por vultos e visões do futuro. Ela se vê de uma hora para a outra destinada a manter o equilíbrio em uma guerra em que de um lado estão os anjos, querendo proteger a humanidade, e, do outro, sombras que buscam incansavelmente a arma que permitiria a ascensão de Lucian.

Olá, pessoal! Tudo bem? Quem é vivo sempre aparece, né? Pois é... Aqui estou eu. Realmente sumi, por falta de tempo e, sinceramente, de vontade também. Minha vida está uma loucura então o pouco tempo vago que tenho prefiro usar vendo filmes, jogos, saindo de cara... Enfim, fazendo algo que não gaste muito minha mente! Por esse motivo cancelei as parcerias com todas editoras. Não estou no meu melhor momento como leitora. Porém, ainda tenho algumas resenhas pendentes de parcerias e similares e é claro que não deixaria nem editoras nem autores na mão. Então vamos, lá?

Não sei se vocês se lembram, mas a um tempinho apresentei aqui no blog a autora parceira Ana Beatriz Brandão que é super novinha e por esse motivo fiquei tão curiosa em ler sua obra. Posso dizer de cara que : Ana é uma adolescente que escreveu um livro para adolescentes, por mais pesados e sombrios que sejam alguns temas abordados. Como? Calma. Vou explicar! Mas só depois...

Ana Beatriz Brandão nos apresenta uma história clássica de disputa entre o bem e o mal, utilizando anjos e seres celestiais contra.... Bem, já dá mais ou menos para imaginar né? Pois é, mas até então Samantha, nossa protagonista, pouco sabe sobre tudo isso e a única coisa da qual realmente tem conhecimento é de que não é uma adolescente normal. Nada normal. Samantha tem visões, na verdade eu diria que premonições, uma vez que o que vê acaba acontecendo em algum momento e é constantemente perturbada por uma voz. Além disso teve uma infância pra lá de difícil, seu histórico é pra lá de sombrio. Quando tem muita coisa ruim acontecendo com uma pessoa só, algo de muito errado existe, né? Sam só não sabe exatamente o que há de errado com ela. Até Gabriel aparecer.

Estava sentindo falta de escrever resenhas meio " vazias " que deixassem vocês curiosos quanto aos espaços deixados em branco, mas esse é meu jeitinho preferido e eu, bem, não sei porque parei de faze assim. Vamos a opinião sobre: A primeira coisa que preciso dizer é que a autora tem tudo pra ser uma grande escritora um dia, assim que amadurecer um pouco e tiver um pouco mais de experiência, porque olha... Já vi pessoas bem mais velhas escrevendo obras bem inferiores e muitas outras me fazendo não terminar livros pequenos. Ana me fez ler 600 páginas e gostar do que estava lendo. Sobre a narrativa? Nada a reclamar.Outro ponto que vale a pena destacar é a criatividade da autora. Ela conseguiu pegar um assunto bastante batido, que é histórias/romances com anjos, e transformar em algo único. Algo bastante raro ultimamente.


Porém eu me senti um tanto confusa com as atitudes da protagonista. Pela vida que levou e pelas atitudes que tem na maioria das vezes é de se esperar que ela seja madura, pé no chão mas em alguns momentos eu honestamente acho que aconteceu alguns conflitos de personalidade. Não vou entrar em detalhes para não dar spoiler, mas não podia deixar de destacar o fato. Não sei se é porque já estou meio "passada - velha" ou se todos adolescentes são realmente assim *conflituosos*, mas em alguns momentos realmente me irritei. Uma coisa posso garantir, eu nunca pareci madura em um momento e no outro agia como uma garotinha cabeça de vento por causa de um relac... Eu disse que não iria dar detalhes, né? Querem saber? Vão ter que ler!

Recomendo? Recomendo. Primeiro porque como disse, acredito que a Ana será uma grande autora um dia e vale a pena acompanhar o seu começo e também porque acho que as garotas novinhas vão adorar a leitura. De quebra a capa é linda e a diagramação super fofa, o que faz valer a pena ter o livro na estante... E a autora é super fofa! Aliás eu devo mil desculpas a ela por demorar com a resenha.



  (Resenha) Se eu ficar - Gayle Forman


Edição: 1 Editora: Novo Conceito ISBN: 9788581635415 Ano: 2014 Páginas: 224 Tradutor: Amanda Moura
Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais – mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera... e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente – e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas.

Quando li a sinopse de Se eu ficar nada me chamou atenção. Li algumas resenhas e continuei na mesma, porém era tanta gente falando sobre o livro e minha timeline no facebook ficava infestada de coisas sobre a obra o tempo todo, principalmente por causa da adaptação e do elenco que muita gente adora, que tive que conferir a obra. Não vou dizer que morri de amores, nem que se tornou um dos melhores livros da minha vida, nem que me marcou... Mas posso dizer que entendo porque tantos, em sua grande maioria, adolescentes ficaram tão encantador com o que criou Gayle Forman. Por que? Continuem lendo a resenha.

Antes de começar a contar a premissa em si, tenho que deixar claro uma coisa : Não vou dar muitos detalhes. Para ser sincera, na minha opinião, a sinopse já conta mais do que o suficiente, mas vamos lá. Basicamente Mia é uma daquelas meninas que ficam na sua fazendo o que gosta e é diferente das outras, não dá problema para os pais, arranja aquele namorado bacana e vive em uma família feliz. Até que um acidente a separou de tudo isso de maneira gritante, fazendo-a ver toda sua vida virar de cabeça para baixo do ponto de vista de um observador - tipo um "fantasma" - sem poder fazer nada a respeito. Ou melhor, talvez ela possa. Em uma situação de coma será que a pessoa é a responsável pela decisão de permanecer ou partir?

Como sou malvada não darei mais detalhes, tipo nenhum. Mas digo de cara o que me incomodou e me impossibilitou de marcar 5 estrelas : A típica história clichê da menina sem sal que não entende porque o cara bacaninha está com ela. Mia até tenta dizer que não é a mais sem sal e que o namoradinho dela não é o mais popular da escola, mas ela dá a entender isso o tempo todo. Como já li livros demais e vi filmes demais com isso, preciso dizer : é chato, é desnecessário, é batido e me irrita.

Realmente precisava começar jogando essa opinião, porque não seria Paula se não tivesse o feito. Porém esse é exatamente o motivo pelo sucesso todo do livro. Tem a garota sem sal, como a maioria das adolescentes se sentem, que encontra o cara perfeito, sonho da maioria delas, e tem aquela dose de drama que faz todo mundo chorar, coisa que muita gente adora. Então eu diria que pegaram ingredientes básicos (e batidos) de um drama de sucesso, juntaram isso a uma narrativa bem feita e criaram mais uma história cinematográfica. Exatamente isso. Cinematográfica... Afinal, não tinha visto o livro fazer sucesso antes de sair toda informação sobre a adaptação.

É um livro ruim? Não, não diria que achei ruim, só não achei que trouxesse algo de novo, que me fizesse chorar e me emocionar, apesar de ter uma mensagem bonita sobre família, vida e morte. Vou assistir a adaptação? Sem dúvida! E quando o fizer talvez fale para vocês o que achei, se não for por aqui será no facebook. A história ainda conta com uma continuação, que eu ainda não li, mas estou com bastante vontade (na verdade é mais curiosidade ) e provavelmente farei isso (e resenharei) em breve.

  (Resenha) O Doador de Memórias - Lois Lowry


Edição: 2
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580412994
Ano: 2014
Páginas: 192
Tradutor: Maria Luiza Newlands
Ganhadora de vários prêmios, Lois Lowry contrói um mundo aparentemente ideal onde não existe dor, desigualdade, guerra nem qualquer tipo de conflito. Por outro lado, também não existe amor, desejo ou alegria genuína. Os habitantes da pequena comunidade, satisfeitos com suas vidas ordenadas, pacatas e estáveis, conhecem apenas o agora - o passado e todas as lembranças do antigo mundo foram apagados de suas mentes. Uma única pessoa é encarregada de ser o guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis. Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de se tornar o próximo guardião. Ele é avisado de que precisará passar por um treinamento difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz idéia de que seu mundo nunca mais será o mesmo. Orientado pelo velho Doador, Jonas descobre pouco a pouco o universo extraordinário que lhe fora roubado. Como uma névoa que vai se dissipando, a terrível realidade por trás daquela utopia começa a se revelar. Premiado com a Medalha John Newbery por sua significativa contribuição à literatura juvenil, este livro tem a rara virtude de contar uma história cheia de suspense, envolver os leitores no drama de seu personagem central e provocar profundas reflexões em pessoas de todas as idades.
O Doador de memórias, publicado anteriormente como " O Doador" aqui no Brasil, é um livro meio antigo e antes de ficar sabendo da adaptação cinematografica (que só fui buscar mais informações sobre por causa da Taylor Swift e da Meryl Streep) nunca tinha ouvido falar sobre. Me surpreendi bastante quando fiquei sabendo que se tratava de uma distopia (meu atual gênero queridinho), mas não posso dizer que a leitura foi lá uma das mais animadoras, infelizmente.

O mundo criado por Lois Lowry é bem clichê entre as distopias atuais, onde o autor desenvolve uma sociedade "igualitária, justa, sem dor, sem sofrimento ...", ou seja um lugar teoricamente utópico. Mas é claro, não é bem assim que as coisas funcionam, afinal a situação não se tornou "ideal" pelo crescimento individual das pessoas e sim porque são extremamente controladas.

Cada individuo desempenha uma função na sociedade, pré determinada de acordo com suas características pessoais (que são observadas ao decorrer do crescimento), a função que a pessoa irá desempenhar é divulgada em uma grande cerimonia quando se completa 12 anos. Aliás, existe uma cerimonia para cada idade relacionada ao desenvolvimento ideal para as fases da vida e todas as crianças comemoram o aniversário juntas, então você deve estar se perguntando porque comemoram aniversário juntas. Bem, uma das funções na sociedade é "ser mãe", então um seleto grupo de mulheres é responsável por gerar os bebês, que são analisados em um centro especifico até um certo momento da vida e depois direcionados para uma família, caso tudo esteja correto com ele. Se não estiver nem preciso dizer o que acontece, né? Como uma população pode aceitar tão facilmente todo esse controle sem se rebelar? Bem... Se elas não tiverem sentimentos fortes e verdadeiros aturar tudo isso se torna fácil. E é exatamente isso que acontece. Não com Jonas.

Para não privar o mundo de todo conhecimento adquirido durante as gerações humanas anteriores, existe sempre um guardião, podemos chamar assim, que pode ter acesso a tudo que aconteceu no passado e que sente tudo como qualquer humano normal. Quando esse guardião está com uma idade avançada outro é treinado para substitui-lo, e é nesse ponto que Jonas entra. Jonas é o escolhido. Jonas é diferente. Jonas não está disposto a aceitar a forma que a sociedade é. Jonas quer mudanças.

A premissa é extremamente interessante e eu arrisco dizer que muitas das distopias young adult atuais podem ter sido inspiradas/baseadas em O Doador. Acontece que não é premissa interessantes que boas histórias são feitas e acabei me pegando no meio de uma leitura bem fria, sem acontecimentos relevantes... Sem emoção alguma. Me senti quase uma pessoa da sociedade em questão, porque não amei, não odiei... Não senti nada. Sabe quando vocês leem um livro e quando o terminam nada está diferente do antes? Você não tem o que questionar, não tem o que dizer... Simplesmente leu algo e irá esquecer facilmente, porque não causou nenhum impacto. O doador de memórias funcionou desta forma para mim. Talvez tenha até sido a intenção do autor, quem sabe?

Não tinha como a maioria dos personagens serem lá muito bem construídos, ou profundos porque todos eles eram um tanto alienados por causa de todo controle. Mas ainda assim ficou faltando aquele clímax, aquele ponto da história em que você ficasse sem fôlego e por mais que Jonas tenha sido um personagem adorável, ele não conseguiu me transmitir muita coisa. Talvez porque eu sempre espere muito das distopias e por eu ter lido tantas, que o livro tenha sido frio. Mas acho que vale a pena ser lido, porque a proposta é muito boa e...

Ponto principal citado lá em cima - O filme - que parece que vai ser sensacional. Sempre gosto de ler primeiro a base para depois avaliar o que foi feito em cima dela e acredito que a história criada por Lois Lowry pode originar um filme muito bom, ainda mais com o elenco de peso que foi escolhido.
Pretendo assistir em breve e talvez faça uma postagem Filme x Livro por aqui... Tudo vai depender do meu tempo que está corrido.

Não nos atrevemos a deixar as pessoas fazerem escolhas próprias. 

  (Resenha) Antes da Forca - Joe Abercrombie


Edição: 1
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580412871
Ano: 2014
Páginas: 496
Tradutor: Alves Calado
Nesta ardilosa sequência de O poder da espada, o futuro da União está em três frentes de batalha – e nenhuma delas parece nem perto da vitória. Sand dan Glokta se tornou o todo-poderoso de Dagoska e tem de impedir que ela seja tomada pelos inimigos – tarefa difícil em uma cidade com muralhas decadentes e escassez de soldados. Além disso, o ex-torturador também precisa desvendar uma conspiração no conselho governante e salvar a própria pele. Enquanto isso, nas terras congeladas de Angland, o coronel West tem pela frente uma complicada missão: proteger o príncipe herdeiro no campo de batalha e evitar que a inexperiência e a arrogância dele levem todos para a morte. Ao mesmo tempo, Bayaz, o Primeiro dos Magos, lidera uma expedição que cruzará o continente até a borda do Mundo. Passando por terras amaldiçoadas e esquecidas no passado, ele precisa encontrar a Semente – uma relíquia do Tempo Antigo que poderia pôr um fim à guerra, ao exército de comedores que se multiplica no Sul e aos bandos de shankas que atacam no Norte. Nesta trama inteligente e de personagens complexos, antigos segredos são revelados, batalhas sangrentas são travadas, inimigos mortais são perdoados – mas não antes de estarem na forca.
Em Antes da Forca Joe Abercrombie surpreende os leitores proporcionando não só ação derivada do final angustiante de O Poder da espada, mas também muito conteúdo histórico sobre toda existência/surgimento da União e também de todo universo ao redor. Nos é revelado que as guerras que estão sendo travadas vão muito além de disputa politica e na verdade começaram a ser travadas muitos e muitos anos atrás. Nem preciso dizer que a dose de mistério continua presente, né? Esses Magos e essas manias de não esclarecerem tudo...

  (Resenha) O Poder da Espada - Joe Abercrombie


Edição: 2
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580411874
Ano: 2014
Páginas: 480
Tradutor: Alves Calado
Sand dan Glokta é um carrasco implacável a serviço da Inquisição de Sua Majestade. Nas mãos dele, os supostos traidores da Coroa admitem crimes, apontam comparsas e assinam confissões – sejam eles culpados ou não. Por ironia, Glokta é um ex-prisioneiro de guerra que passou dois anos sob tortura. Mas isso nunca teria acontecido se dependesse de Logen Nove Dedos. Ele jamais deixaria um inimigo viver tanto tempo. Só que isso foi antes. Agora ele está decidido a mudar. Não quer ser lembrado apenas por seus feitos cruéis e pelos muitos inimigos que se alegrarão com sua morte. Já a felicidade do jovem e mulherengo Jezal dan Luthar seria alcançar fama e glória vencendo o Campeonato de esgrima, para depois ser recompensado com um alto cargo no governo que lhe permitisse jamais ter um dia de trabalho pesado na vida. Mas há uma guerra iminente e ele pode ser convocado a qualquer momento. Luthar sabe que, nos campos do Norte gelado, o embate segue regras muito menos civilizadas que as do esporte. Enquanto a União mobiliza seus exércitos para combater os inimigos externos, internamente se formam conspirações sanguinárias e um homem se apresenta como o lendário Bayaz, o Primeiro dos Magos, retornando do exílio depois de séculos. Quem quer que ele seja, sua presença tornará as vidas de Glokta, Jezal e Logen muito mais difíceis. Agora a linha que separa o herói do vilão pode ficar tênue demais.
O Poder da Espada é o primeiro livro da trilogia A primeira Lei, do autor britânico Joe Abercrombie. Demorei bastante tempo para ler, mas não porque é ruim (muito pelo contrário) e sim porque eu andei bem cansada mentalmente nas ultimas semanas e épicos são um pouco mais densos e eu gosto de ler com bastante atenção. Acontece que logo após que terminei fiquei tão curiosa/apaixonada que corri para a continuação, Antes da Forca (Resenha amanhã, ou terça no máximo) e já terminei. O que achei? Genial. Este primeiro volume, como é de costume nas séries do gênero, é bastante introdutório... Já na continuação tudo já começa pegando fogo! Mas vamos com calma, né Paula? Primeiro nos conte a história... Ok!

  (Resenha) Casamento Por Conveniência - Jennifer Probst


Edição: 1
Editora: LeYa
ISBN: 9788544100035
Ano: 2014
Páginas: 240
Tradutor: Thaís Paiva
Um compromisso por interesse chamado de “casamento”. Desesperada por dinheiro para salvar a casa de sua família, a impulsiva Alexandria McKenzie se entrega a uma última e inusitada tentativa: faz uma simpatia de amor para encontrar um marido. Um marido rico, de preferência. Nicholas Ryan não acredita em amor eterno, casamento e família. No entanto, para que possa herdar as ações de seu tio e se tornar sócio-majoritário da empresa da família, ele deveria atender a um único requisito do testamento: casar-se e manter-se casado por pelo menos um ano. Nick e Alexa possuem muito pouco em comum, apenas o fato de Alexa ser a melhor amiga da irmã de Nick. Mas, movidos por seus interesses, os dois decidem se unir. Um acordo nupcial simples, sem paixão e sem complicações. Esse será o combinado por um ano. Mas a convivência será capaz de fazer nascer algum sentimento entre eles?

Sou do tipo de leitora que não gosta de ter "preconceito" literário. Costumo defender que o que faz de um livro bom não é o gênero e sim a capacidade do autor de trabalhar em cima do tema escolhido. Só que a cada dia que passa e a cada livro do gênero adult/new adult lido mais difícil fica  defender esta teoria. Não que Casamento por Conveniência tenha sido um livro ruim, mas é aquela história de personagens superficiais demais e história superficial demais (ou clichê demais) que sempre me incomoda. Acredito que isso aconteça por eu ser apaixonada por épicos que são leituras bem densas, então quando leio  algo muito simples sinto que algo está faltando. A Obra de Jennifer Probst proporcionou uma leitura rápida e leve, mas muito longe de ser algo que classificaria com 5 estrelas, 3 talvez.

Nick e Alexa se conhecem desde a infância, cresceram praticamente juntos, porque a irmã de Nick, Maggie, e Alexa eram, e ainda são, melhores amigas. Não diria que o relacionamento deles na infância tenha sido um dos melhores, já que viviam implicando um com o outro, mas na vida adulta o relacionamento é inexistente, uma vez que Nick não se afastou apenas de Alexa, mas até de sua irmã Maggie ( segundo o próprio, Maggie é quem se afastou por uma época e supostamente esconde algum segredo - que por sinal não foi revelado, nem lembrado após ter sido citado).

Porém o destino brincou com  a vida dos dois e fez com que um fosse a solução para o problema do outro. Alexa precisa desesperadamente de uma boa quantia de dinheiro para quitar a divida da casa de família, já que seus pais não tem condição de fazê-lo no momento, enquanto Nick precisa desesperadamente de uma esposa, porque é uma das condições impostas pelo seu falecido tio para que ele possa receber sua herança e posição desejada na empresa onde trabalha. Só que  ele tem um prazo(curto) para se casar, não quer alguém com quem tenha alguma relação física/emocional, ou seja quer alguém que trate o casamento como um acordo profissional e essa pessoa precisa ser de confiança. Alexa é perfeita e como a mesma está desesperada, acaba aceitando o acordo (que por sinal foi ideia de Maggie).

Mas então você se pergunta. Por que o tio de Nick fez isso? Por que colocou esse critério no testamento? Bem... Porque Nick é mais um daqueles caras clichês dos livros do gênero, com trauma de família, por causa dos pais que não tiveram um casamento saudável, porque a infância foi difícil, que acabou se tornando um cara frio que não acredita em amor, casamento feliz (...) Aquela historinha que já estamos super acostumadas a encontrar nos livros. Chato. Aliás, chato e sem sentido. Se o tio do mesmo queria que ele encontrasse uma esposa com quem fosse feliz, porque deu um prazo tão curto? Era evidente que ele iria acabar se casando apenas para conseguir a herança. Claro que a condição de permanecer pelo menos um ano casado indica alguma chance de fazer algo da certo. Mas o que é um ano se comparado com uma vida inteira tendo a posição dos seus sonhos na empresa e com muito dinheiro? Fácil de suportar.

Nem preciso dizer o que acontece, né? Nick e Alexa verão que será bem difícil manter este relacionamento apenas profissionalmente. Não darei mais detalhes sobre.

Pontos positivos: A protagonista não é uma barata tonta, não é sexo 24 horas nem de maneira apelativa como geralmente acontece nos livros do gênero e em alguns momentos os diálogos são engraçados. Pontos negativos:  Esse papo de trauma de infância por causa de casamento dos pais que não deram certo é chato, batido e sem muita lógica, os personagens são meio superficiais e a autora deixou muitos furos na narrativa.

Uma das coisas que mais valorizo nos livros que leio é a construção dos personagens, na minha opinião é essa a característica responsável por ligar o leitor a história, por nos levar para dentro do livro e para dar aquele toque de realidade, aquele pensamento de " poxa, isso poderia acontecer, eu poderia encontrar esse personagem por aí" e é por isso que para mim a leitura não foi uma das mais agradáveis. Aliás, eu desisto do gênero, porque isso sempre acontece e eu não consigo me conectar aos personagens desta maneira.

Li o livro em uma hora hora. Juro. 240 páginas em uma hora, porque? A leitura é leve, a maioria das páginas é composta somente por diálogos e a narrativa é feita sob dois pontos de vista, deixando super dinâmico. Por esse motivo acho que valha um pouco a pena a leitura. Super indicada para dar uma relaxada entre capítulos de um livro mais denso ou algo após uma prova dificil. Algo do tipo. Nada para morrer de amores e adicionar aos favoritos. Isso, obviamente, para mim. Para os amantes do gênero talvez seja sensacional, uma vez que até eu consegui ressaltar vários pontos positivos.

Algumas quotes:

Acreditava no lado bom das coisas, em estar aberta às possibilidades e seguir seu coração. Infelizmente, nada disso a ajudaria a salvar a casa de sua mãe.
Compromissos têm vida curta. É claor que as pessoas são sinceras quando declaram seu amor e sua dedicação, mas o tempo corrói todas as coisas boas e deixa para trás só o que há de ruim.
Casamento é desnecessário. O sonho de algo que dure para sempre não passe de um conto de fadas. Príncipes encantados e monogamia não exitem na vida real. 



  (Resenha) A abominação - Jonathan Holt


Edição: 1
Editora: Record
ISBN: 9788501402189
Ano: 2014
Páginas: 378
Tradutor: Marilene Tombini
Quando o corpo de uma mulher vestida em trajes sacerdotais é encontrado em Veneza, a capitã Kat Tapo é designada para o caso. Avançando na investigação, ela esbarra na pesquisa da segunda-tenente Holly Boland, sobre acontecimentos relativos a abusos cometidos na Guerra da Bósnia. Ao mesmo tempo, Daniele Barbo, dono do Carnivia — uma recriação virtual de Veneza —, é condenado por crimes na internet, mas desconfia da motivação da acusação. Os três buscam respostas, porém, ao verem suas suspeitas convergirem para o mesmo ponto, percebem estar envolvidos em algo muito maior. “Há algo realmente apavorante nos vislumbres desse misterioso mundo sombrio.” – The New York Times “Jonathan Holt escreve de forma hábil e envolvente.” – Chicago Tribune

Logo quando vi os lançamentos do Grupo Editorial Record fiquei muito interessada por A abominação, porque achei toda premissa muito "a cara do Dan Brown" - que é meu autor preferido. Aquele tipo de obra que além de mistério nos trás um grande conhecimento histórico cultural, e eu não estava enganada quanto a isso. E é claro, o fato de temos todo charme Veneziano incluso na história, faz com que o livro se torne ainda mais atraente. Não sei vocês, mas sou apaixonada pela Itália desde que estudei Renascimento lá no ensino fundamental e até hoje o amor não diminuiu (só aumentou).

Tudo começa em 3 situações inicialmente distintas que depois de uma boa quantidade de capítulos irão se cruzar, para possibilitar essa ausência de relação no começo a narrativa é feita em terceira pessoa, sob ponto de vista dos 3 personagens principais de cada caso : Kat Tapo, que tenta solucionar todo mistério por trás do corpo de uma mulher vestindo trajes sacerdotais que foi encontrado, Holly Boland segunda tenente que após uma visita pra lá de inusitada de uma desconhecida se vê no meio de uma super pesquisa relacionada a Guerra da Bósnia e Daniele Barbo (criador do  Carnivia, que é uma recriação virtual de Veneza - Onde clico pra brincar?)  , personagem acusado por crimes virtuais e que acredita saber o motivo, ou pelo menos acha que sim, da acusação.


  (Resenha) Invisível - David Levithan e Andrea Cremer


Edição: 1
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501403223
Ano: 2014
Páginas: 322
Stephen passou a vida do lado de fora, olhando para dentro. Amaldiçoado desde o nascimento, ele é invisível. Não apenas para si mesmo, mas para todos. Não sabe como é seu próprio rosto. Ele vaga por Nova York, em um esforço contínuo para não desaparecer completamente. Mas um milagre acontece, e ele se chama Elizabeth. Recém-chegada à cidade, a garota procura exatamente o que Stephen mais odeia. A possibilidade de passar despercebida, depois de sofrer com a rejeição dos amigos à opção sexual do irmão. Perdida em pensamentos, Elizabeth não entende por que seu vizinho de apartamento não mexe um dedo quando ela derruba uma sacola de compras no chão. E Stephen não acredita no que está acontecendo... Ela o vê! Stephen tem sido invisível por praticamente toda sua vida - por causa de uma maldição que seu avô, um poderoso conjurador de maldições, lançou sobre a mãe de Stephen antes de ele nascer. Então, quando Elizabeth se muda para o prédio de Stephen em Nova York vinda do Minnesota, ninguém está mais surpreso do que ele próprio com o fato de que ela pode vê-lo. Um amor começa a surgir e quando Stephen confia em Elizebth o seu segredo, os dois decidem mergulhar de cabeça do mundo secreto dos conjuradores de maldições e dos caçadores de feitiços para descobrir uma maneira de quebrar a maldição. Mas as coisas não saem como planejado, especialmente quando o avô de Stephen chega à cidade, descontando sua raiva em todo mundo que cruza seu caminho. No final, Elizabeth e Stephen devem decidir o quão grande é o sacríficio que estão dispostos a fazer para que Stephen se torne visível - porque a resposta pode significar a diferença entre a vida e a morte. Pelo menos para Elizabeth...

Com Invisível eu aprendi que preciso parar de ler as obras sem ler a sinopse antes. Até mesmo quando leio resenhas eu costumo pular a parte da explicação da história, quando acho que o livro pode ser interessante, e ler apenas a opinião do blogueiro sobre. E foi assim que eu quebrei a cara com invisível. Quando falei que queria ler, pensei que seria algo do tipo Will&Will, algo mais reflexivo, que o personagem não seria de fato invisível, mas meio que me peguei no meio de uma fantasia, que apesar de ter alguma reflexão aqui e ali, acabou me parecendo bastante bizarra.  Mas porque eu geralmente evito sinopse? Porque tem spoiler pra caramba! Já peguei um terrível em uma, enfim... Vamos a história.

  (Resenha) Cidade do Fogo Celestial


Edição: 1
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501092731
Ano: 2014
Páginas: 532
Tradutor: Ana Resende,Rita Sussenkid
ERCHOMAI, Sebastian disse. Estou chegando. Escuridão retorna ao mundo dos Caçadores de Sombras. Enquanto seu povo se estilhaça, Clary, Jace, Simon e seus amigos devem se unir para lutar com o pior Nephilim que eles já encararam: o próprio irmão de Clary. Ninguém no mundo pode detê-lo — deve a jornada deles para outro mundo ser a resposta? Vidas serão perdidas, amor será sacrificado, e o mundo mudará no sexto e último capítulo da saga Os Instrumentos Mortais.

Todo fã da Cassandra Clare estava desesperado pelo último volume da série Instrumentos Mortais, Cidade do Fogo Celestial. Eu quase li em inglês, mas decidi esperar a Galera Record publicar por aqui (por pura preguiça), mas enquanto não entrava em contato com o livro sempre lia tudo que falavam sobre, incluindo o que a própria autora falava. Cassandra Clare falou várias coisas que indicavam que o desfecho seria sombrio, falou que várias pessoas iriam morrer, mostrou quotes que indicavam que essas pessoas seriam pessoas super importantes na história  e eu acho que ela cometeu um erro imenso ao fazer isso, pois fui para a história esperando uma coisa e encontrei outra. Acho que se ela não tivesse feito isso eu teria favoritado a história e amado como amei os outros livros da autora, mas acabei me vendo decepcionada e sem dúvida de tudo que li dela foi o que menos gostei.

Mas o começo até que foi como o esperado. Jace continuou com seu drama eterno, desta vez por causa do Fogo Celestial em seu corpo e da impossibilidade de ter muito contato físico com outras pessoas, principalmente Clary ( ou seja, aquela enrolação desde o primeiro livro que se intensificou depois de Cidade de Vidro continua). Clary que por sua vez continua teimosa, sabe que ele pode fazer ela pegar fogo com o contato mas insiste nisso mesmo assim. Já Sebastian continua com  suas promessas de queimar o mundo, transformar todos os caçadores das sombras em seus seguidores sombrios e é exatamente isso que ele faz no começo da história, até os caçadores das sombras perceberem que devem temê-lo e transportar todo mundo para Idris para se protegerem e consequentemente deixando os humanos completamente sem proteção contra demônios e membros do submundo que não seguem as regras do acordo de convivência.

  (Resenha) Veneno - Sarah Pinborough


Edição: 1
Editora: Única
ISBN: 9788567028002
Ano: 2013
Páginas: 224
Tradutor: Edmundo Barreiros
Sexy, sarcástico e de prender a respiração! Para os fãs de Once Upon a Time e Grimm, Veneno é a prova de que contos de fadas são para adultos! Não existe “Felizes para sempre”! Você já pensou que uma rainha má tem seus motivos para agir como tal? E que princesas podem ser extremamente mimadas? E que príncipes não são encantados e reinos distantes também têm problemas reais? Então este livro é para você! Em Veneno, a autora Sarah Pinborough reconta a história de Branca de Neve de maneira sarcástica, madura e sem rodeios. Todos os personagens que nos cativaram por anos estão lá, mas seriam eles tão tolos quanto aparentam? Acompanhe a história de Branca de Neve e seu embate com a Rainha, sua madrasta. Você vai entender por que nem todos são só bons ou maus e que talvez o que seria “um final feliz” pode se tornar o pior dos pesadelos! Veneno é o primeiro livro da trilogia Encantadas, e já é um best-seller inglês. Sarah Pinborough coloca os contos de fadas de ponta-cabeça e narra histórias surpreendentes que a Disney jamais ousaria contar. Com um realismo cínico e cenas fortes, o leitor será levado a questionar, finalmente, quem são os mocinhos e quem são os vilões dos livros de fantasia! Palavra da editora: Veneno é um livro tenro como uma maçã envenenada. Belo como os vilões costumam ser. Sarcástico como príncipes mimados. E sem finais felizes porque já estamos bastante crescidinhos! (E, ainda assim, é um dos finais mais chocantes da ficção atual!) Para fãs de séries de TV e histórias picantes e divertidas, Veneno é puro entretenimento! – Mariana Rolier

Veneno foi o primeiro livro que consegui ler "em uma sentada só" depois do meu enorme bloqueio literário. Provavelmente por ser bem pequeno e de leitura bem leve, mas acho que o principal motivo foi : Estava muito curiosa e precisava saber porque na capa contêm a seguinte frase : Repense seus vilões. Eu diria para repensar os mocinhos também...

  (Resenha) AlmaNova - Jodi Meadows


Edição: 1
Editora: Valentina
ISBN: 9788565859172
Ano: 2013
Páginas: 288
Tradutor: Ana Resende
ALMANOVA Ana é nova. Por milhares de anos, no Range, milhões de almas vêm reencarnando, num ciclo infinito, para preservar memórias e experiências de vidas passadas. Entretanto, quando Ana nasceu, outra alma simplesmente desapareceu... e ninguém sabe por quê. SEM-ALMA A própria mãe de Ana pensa que a filha é uma sem-alma, um aviso de que o pior está a caminho, por isso decidiu afastá-la da sociedade. Para fugir deste terrível isolamento e descobrir se ela mesma reencarnará, Ana viaja para a cidade de Heart, mas os cidadãos de lá temem sua presença. Então, quando dragões e sílfides resolvem atacar a cidade, a culpa deverá recair sobre... HEART Sam acredita que a alma nova de Ana é boa e valiosa. Ele, então, decide defendê-la, e um sentimento parece que vai explodir. Mas será que poderá amar alguém que viverá apenas uma vez? E será também que os inimigos – humanos ou nem tanto -- de Ana os deixarão viver essa paixão em paz? Ana precisa desvendar grandes segredos: O que provocou tal erro? Por que ela recebeu a alma de outra pessoa? Poderá essa busca abalar a paz em Heart e acabar por destruir a certeza da reencarnação para todos? “Incarnate tem algo de estranho e intrigante. Algo novo. Não dá vontade de parar. Precisamos, e como, saber como será o desfecho disso tudo.” Robin McKinley “Ao mesmo tempo lírico e provocador. Incarnate é aquele tipo de livro que nunca nos abandona. Eu amei!!!” Rachel Hawkins “Uma palavra: IMPRESSIONANTE! Quer mais palavras? Vai nutrir sua alma e mexer com a sua cabeça!” Jeri Smith

Meu interesse por AlmaNova nasceu de uma maneira muito feia, de algo que por mais que eu tente me livrar não consigo : querer algum livro porque a capa é bonita. Já tinha lido algumas resenhas da obra, mas o que me fazia ficar louca para tê-lo na estante era essa capa sensacional, fiquei muito feliz pela editora Valentina ter caprichado tanto, porque? Porque a história é tão sensacional quanto a capa é bonita. Você lendo a sinopse pode achar meio estranho e quando começa a leitura pode começar a achar bastante clichê, mas aí a história começa a te surpreender e de repente você está de queixo caído. Capa bonita, história bem narrada, personagens cativantes e final surpreendente. Alma nova tem todas características que os fãs de fantasia esperam de uma história. Eu? Fiquei apaixonada.

  (Resenha) Amor nas Entrelinhas - Katie Fforde


Edição: 1
Editora: Record
ISBN: 9788501093127
Ano: 2014
Páginas: 400
Tradutor: Marilene Tombini
Prestes a ficar desempregada, Laura Horsley acha que o convite para ajudar na organização de um festival literário veio bem a calhar. Mas quando recebe a missão de convencer o famoso escritor Dermot Flynn a comparecer ao evento, ela é dominada pelo pânico. Dermot é temperamental, nunca sai de casa e enfrenta um bloqueio criativo. É também o escritor favorito de Laura, além de extremamente atraente e dono de uma longa lista de conquistas amorosas. Por isso, não é de surpreender quando ele diz que só vai participar do festival se ela concordar com uma única condição, que pode colocar em risco não só o sucesso do evento, mas também o coração de Laura.
Olá, pessoal! Como prometido, aqui estou eu de volta com as resenhas e atividades do blog! Comecei a ler Amor nas entrelinhas (pasmem) em Julho, só que aí todo dia tinha jogo e prova... E enrolei horrores. As primeiras 200 páginas passaram voando, mas depois delas... Mas antes disso, vamos começar pela história, ok?

Laura é um tipo de mulher bastante incomum. Ok! No quesito leitora  assídua ela se parece bastante com muitas pessoas que conheço, mas no resto não. Que resto? Super quietinha, nada namoradeira (quando eu digo nada, é NADA MESMO), super satisfeita com seu trabalho em uma livraria e que não planeja mudar em nada. Acontece que não controlamos o que acontece em nossa vida, certo? Laura também não pode fazer isto e se vê prestes a ficar desempregada, uma vez que a livraria onde trabalha irá fechar.

Mas quando a vida nos fecha uma porta sempre damos um jeitinho de pular a janela e é no último evento da livraria que Laura conhece a pessoa que vai lhe indicar um novo caminho. Laura só não imaginava que o mesmo teria tantas pedras, ou melhor uma pedra só... Mas bem pesada! O caminho em questão é organizar um super evento literário (que poderá lhe abrir portas para um outro emprego posteriormente) e a super pedra no caminho se chama Dermot.

  (Resenha) O Maravilhoso Agora - Tim Tharp


Avaliação: 3/5
Edição: 1
Editora: Record
ISBN: 9788501403902
Ano: 2014
Páginas: 320
Tradutor: Juliana Romeiro
Sutter Kelly é O Cara, o rei das festas. Porém, diferente dos amigos adolescentes, não está preocupado com o futuro, está mais interessado em viver o agora. Com um 7Up batizado nas mãos ele está pronto para qualquer coisa. Mas nem tudo anda bem para ele. Vive discutindo com a mãe, o pai há anos não dá notícias, e sua namorada Cassidy lhe deu um pé na bunda. Em meio a esse caos, a doce Aimee pode despertar Sutter para outra realidade. E, pela primeira vez, ele tem o poder de fazer a diferença na vida de alguém, ou de arruiná-la para sempre. O livro que deu origem ao filme
O maravilhoso agora, em inglês The Spectacular Now, fez tanto sucesso fora do Brasil que até ganhou uma adaptação cinematográfica, com mesmo título em inglês, e foi por causa da adaptação (que eu assisti só por causa da Shailene) que meu interesse pela leitura do livro, quando anunciada a publicação pela editor Record aqui no Brasil, foi imediato. Acontece que quando terminei a leitura aconteceu exatamente o que é descrito na capa do livro : não sei se fiquei encantada ou furiosa com o protagonista, não sei se amei ou odiei o livro.

Sabem a música Pais e Filhos que diz a frase ' É preciso amar como se não houvesse amanha? ', então, Sutter -  nosso protagonista - vive algo semelhante, mas troque o amar pelo viver. Pois é, Sutter não pensa no futuro ele pensa no agora. Sua vida é baseada em não se preocupar com profissão, faculdade e no  amanhã e sim em festas, bebidas e coisas do tipo. Por esse motivo ele dificilmente consegue manter um namoro, afinal, ser engraçado e  despreocupado as vezes é agradável, mas namorar com alguém assim 24 horas não é sustentável. Por esse motivo Cassidy, sua atual namorada, terminou o relacionamento que tinham e para ele, só para ele, era perfeito.

  Resenha: Feita de fumaça e osso (Laini Taylor)


• Autor: Laini Taylor
• Páginas: 647
• Editora: Intrínseca
• Minha Avaliação: 5/5 ♥
• Média do Skoob: 4.2/5
• Compare e Compre: aqui :3
 "Um romance de tirar o fôlego, sobre destino , esperança e a busca de si mesmo" The New York Times.
Pelos quatro cantos da Terra, marcas de mãos negras aparecem nas portas das casas, gravadas a fogo por seres alados que surgem de uma fenda no céu.Em uma loja sombria e empoeirada, o estoque de dentes de um demônio está perigosamente baixo. E, nas tumultuadas ruas de Praga, uma jovem estudante de arte está prestes a se envolver em uma guerra de outro mundo.O nome dela é Karou. Seus cadernos de desenho são repletos de monstros que podem ou não ser reais; ela desaparece e ressurge do nada, despachada em enigmáticas missões; fala diversas línguas, nem todas humanas, e seu cabelo azul nasce exatamente dessa cor. Quem ela é de verdade? A pergunta a persegue, e o caminho até a resposta começa no olhar abrasador de um completo estranho. Um romance moderno e arrebatador, em que batalhas épicas e um amor proibido unem-se na esperança de um mundo refeito.

PS: Como estou no final de período (e fiquei de final em algumas matérias), estou super sem tempo e vou postar algumas resenhas que já estavam prontas há algum tempo, pra não ficar parado!

Criativo, impactante, emocionante e surpreendente.  

Eu poderia facilmente deixar a resenha só com essa frase e sem dúvida o livro estaria bem descrito.
Já tinha esse livro a um bom tempo aqui em casa, comprei porque estava só por 10 reais na saraiva, logo quando começou aquela promoção Eu amo ler (que por sinal estava no ar até esses dias). Não tinha ideia do que se tratava, mas achava a capa linda. Só 10 reais né? Custa nada. Foi a pechincha mais bem investida de todas.

Karou é uma garota incomum, com seu cabelo azul, sua coleção de tatuagens e seu ar de misteriosa deixa todo mundo intrigado. Mas com o tipo de infância que teve, a vida que leva e as criaturas que conhece... não teria como ser diferente.  Karou não conhece seus pais, não tem a minima ideia de onde veio e foi criada por demônios. Esses demônios na verdade, são chamados de Quimeras e são seres meio (bastante) esquisitos e inimigos dos Anjos a muito, muito tempo. Já os anjos, de anjos não tem absolutamente nada. São tão perigosos quanto são bonitos.
Você já se perguntou alguma vez se os monstros fazem as guerras ou se as guerras é que fazem os monstros?

  (Resenha) Carmela &Lorenzo (Rubens Conedera)


Título:: Carmela e Lorenzo
Autor: Rubens Conedera
ISBN: 978.85.65588.09-6
Capa: André Siqueira
Projeto Gráfico: Marina Avila
Ilustrador: Gbr Aguiar
Revisora: Bianca Machado
Linha Literária: Romance sobrenatural
Um amor floresceu na Itália Renascentista, contrariando os costumes de uma época em que casamentos aconteciam mediante acordos financeiros. A jovem Carmela e o enigmático Lorenzo apaixonam-se de forma inesperada, dando início a uma conturbada história de amor entre tintas, obras de arte e sangue. Um romance cheio de mistérios, onde sentimentos se desenrolam em situações que desafiam o leitor a explorar os limites do amor exposto em cenários ricos em obras de arte, intrigas e violência. Após algumas revelações acerca de um segredo que norteia a vida de Lorenzo, poderá Carmela aceitá-lo como é, desafiando perigos e contrariando os costumes patriarcais e suas próprias crenças?
Quando a editora Modo me mandou as opções de livros para resenha e vi "Carmela e Lorenzo" entre elas, senti interesse imediato pela leitura. Sou apaixonada por romances com clima italiano, se tiver uma pegada renascentista para dar aquele charme, então... Acontece que logo na primeira página tive uma bela surpresa, que deveria ter sido uma dica para me preparar para o final, mas eu acabei não percebendo nada e é obvio, não vou contar nada sobre e estragar a leitura de vocês. Mas vamos a história, né?

Durante toda sua vida Carmela aceitou o fato de que estava destinada a ter o mesmo fim que suas irmãs mais velhas : viver para os trabalhos domésticos até que seu pai lhe arranjasse um acordo vantajoso ($$) de casamento, onde ela não poderia opinar em nada relacionado a escolha do futuro marido. Amor? Não. Naquela época não era assim que as coisas funcionavam. O que é bem irônico, se você pensar que era o momento da arte, do homem no centro do universo e tudo mais. Sempre liguei o renascimento a beleza, a ciência e ao romance, mas nunca parei para pensar como era realmente a vida da sociedade da época.

  (Resenha) Perspicácia - O aprendiz e a vida (Marco Antônio Rodrigues)

Perspicácia” é um livro para se degustar sem pressa. Os textos são soltos, independentes e por isso não nos impõe leitura desenfreada. Os 77 textos que constroem a obra abordam diversos assuntos: fala de atualidades, de fatos, de ficção, de espiritualidade, de dor, de alegrias, superação... Construídos de forma poética, os textos exploram as analogias, para exigir que o leitor medite sobre quem ele é e sobre as inúmeras forças que os comandam. O objetivo maior deste trabalho é tirar o leitor – mesmo que por breves instantes – do frenesi desgastante que a vida contemporânea vem impondo ao homem moderno, fazendo-o pensar sobre seus atuais valores, sobre a direção em que está conduzindo sua vida. “A reflexão é um sol que dissipa lentamente as brumas que ofuscam nossa luz

Recebi o livro do autor parceiro Marco Antônio a um (bom) tempo, mas demorei bastante para concluir a leitura, afinal é um livros de contos, voltado para reflexão sobre a vida e não seria agradável sair lendo um atrás do outro. Acredito que devemos ler esse tipo de livro em momentos adequados, quando estamos prontos para pensar sobre o assunto e absorver corretamente o que a leitura pode proporcionar.

  (Resenha) Geek Girl - Holly Smale


Edição: 1
Editora: Fundamento
ISBN: 9788539506798
Ano: 2014
Páginas: 256

Meu nome é Harriet Manners e sou uma geek." Harriet Manners tem 15 anos e sabe tudo... sobre quase tudo. Ela só não sabe porque ninguém na escola parece gostar dela - especialmente sua arqui-inimiga Alexa, que adora humilhá-la todos os dias. Harriet só queria que sua vida fosse diferente... Quando Nat, sua melhor amiga, a arrasta para fazer compras num evento badalado, Harriet é descoberta por uma agência de modelos. É a grande chance de recomeçar! Mas tem um pequeno detalhe: Harriet não conhece nada sobre moda. Na verdade, ela não "Dá a mínima para a moda". E, claro, tem a Nat, que é linda, fashionista e sempre quis ser modelo. Seria como roubar o sonho da sua melhor amiga, não é? Harriet decide fazer uma sessão de fotos com o famoso - e incrivelmente lindo! - Nick, mas esconde a verdade e mente para as pessoas que ama. O que ela não esperava é que no dia seguinte essas fotos fossem estar nas capas de todas as revistas de moda! Em meio a muitas confusões, Harriet descobre que ser modelo não é nada fácil... Afinal de contas, também existem "Alexas" nas passarelas. Será que Harriet vai gostar do mundo da moda? Ou melhor, será que o mundo da moda vai gostar dela?
Geek é uma gíria da língua inglesa cujo significado é alguém viciado em tecnologia, em computadores e internet.O conceito de geek é algo semelhante ao conceito de nerd: aquele que tem um profundo interesse por assuntos científicos e tecnológicos, gosta de estudar, é muito inteligente, pouco sociável e não se importa com a aparência pessoal.
A autora Holly Smale inicia sua narrativa com a protagonista, Harriet Manners, se definindo como Geek, assim como seus "amigos" de escola. Já começo destacando este fato, porque foi o motivo pelo qual me interessei pela leitura, mas se você observar a definição acima, geeks estão muito mais relacionados a jogos, filmes e séries, do que inteligência em si, como é o caso da nossa protagonista, que eu classificaria como nerd. Não que nerds não possam ser geeks, veja nosso querido Sheldon de The Big Bang Theory, ele é extremamente inteligente e ainda assim viciado em quadrinhos, jogos, etc.

  (Resenha) Batendo à Porta do Céu (Jordi Sierra i Fabra)


Avaliação: 5/5
Edição: 1
Editora: Biruta
ISBN: 9788578481308
Ano: 2014
Páginas: 312
Tradutor: Catarina Meloni

Uma jovem estudante de medicina decide abrir mão de seu conforto, de sua família e de seu namorado para trabalhar como voluntária em um hospital na Índia, durante as suas férias de verão. Em sua jornada, Sílvia conhece as peculiaridades de um país muito diferente do seu, convive com a pobreza e conhece pessoas que se tornarão muito especiais e importantes em sua vida, como o voluntário Leo, a médica Elisabet Roca, as pequenas Viji e Narayan e o misterioso Mahendra. Inspirado em um caso trágico de uma voluntária espanhola, Batendo à Porta do céu expõe as reflexões da jovem Sílvia ao se deparar com a precariedade da infraestrutura indiana, as perdas, o medo e si própria. Sílvia mergulha em um momento de autoconhecimento, em que se questiona sobre o amor e suas variações, sobre a importância do apoio da família e sobre o valor da vida. Sua vontade de evoluir como médica cresce, ao mesmo tempo em que suas convicções vão sendo fortalecidas. De forma cativante, o autor Jordi Sierra i Fabra sensbiliza o leitor com suas indagações, e também com a realidade indiana, que se contrasta tanto com a vida da jovem espanhola.

Sempre que a premissa de um livro indica que o conteúdo da história transmite conhecimentos culturais sobre algum povo, país ou qualquer coisa do tipo, me vejo interessada instantaneamente. Então quando tive oportunidade de ler a obra de Jordi Sierra i Fabra, não pensei duas vezes, principalmente porque a protagonista fez algo que sempre desejei fazer : Viajar para um país necessitado como voluntária e ajudar as pessoas.

Quando se cresce em um ambiente em que as pessoas ao seu redor tentam te moldar, acaba-se perdendo um pouco da personalidade própria. Acaba-se não sabendo quem de fato é. Nessa situação se encontra Silvia, que em uma tentativa de ajudar aos outros e, ao mesmo tempo, a si mesma, decide fazer uma viajem para índia, onde irá trabalhar como voluntária em um hospital.

  (Resenha) Tigana - Guy Gavriel Kay


Avaliação: 5/5

Numa tentativa de recuperar Tigana, sua terra natal amaldiçoada, o Príncipe Alessan e seus companheiros põem em prática um plano perigoso para unir a Península da Palma contra os reis despótivos Brandin de Ygrath e Alberico de Barbadior. Brandin é maquiavélico e arrogante, mas encontrou em Dianora alguém à sua altura e está hipnotizado por sua beleza e seu charme. Alberico está cada vez mais consumido pela ambição, cego a todas as ciladas a seu redor. Enquanto isso, o grupo de heróis viaja pela Península em busca de alianças que podem virar a batalha a seu favor. Alessan está mais dividido do que nunca, Devin já não é o rapaz ingênuo que era antes, Catriana apenas deseja redenção e Baerd descobre um novo tipo de magia. Conseguirá Tigana vingar a memória de seus mortos? Ninguém pode prever as perdas que sofrerão nem que fim terá esse embate. Sacrifícios serão feitos, segredos antigos serão revelados e, para que alguns vençam, outros terão obrigatoriamente que cair.

Tigana e a série do Mago, sem dúvida alguma são meus livros preferidos da Saída de Emergência Brasil. Mago com sua narrativa simples e encantadora, Tigana com sua narrativa mais adulta e viciante. São dois épicos que eu acho que todos amantes do gênero deveriam conhecer. Guy Gavriel Gay, assim como Raymond E. Feist, adora surpreender. Neste segundo volume não aconteceu nada do que eu queria e mesmo assim saí da leitura apaixonada e computando 5 estrelinhas para o autor. Incrível. Como disse na resenha do volume anterior, achei uma maldade infinita terem terminado o livro daquele jeito. Chorei por não ter esperado os dois volumes serem lançados para poder ler tudo de uma vez. Também disse que é um livro mais adulto e, mesmo que neste o conteúdo adulto tenha sido bem mais fraco, ainda não recomendo a leitura para quem tem problemas com incestos e relacionamentos polêmicos. 
O plano do Príncipe de Tigana, Alessan, e de seus companheiros, de mesma terra natal, continua o mesmo : Eles sabem que não possuem força suficiente para lutar contra os dois tiranos, Brandin e Alberico, então precisam que os dois se destruam. Só que colocar os dois tiranos em disputa direta não é algo tão fácil de se conseguir e por isso Allessan precisou planejar por tantos anos este aconteciment,  que foi bastante facilitado pelas próprias decisões de Brandin, após sofrer um atentado vindo diretamente de seu filho e de sua esposa. O maior motivo para eu amar tanto esse livro é porque você mal sabe para quem torcer. Em Tigana não existe uma linha que separa claramente homens bons e homens maus, e sempre acompanhamos o ponto de vista dos que, teoricamente, são os vilões. Então você para e reflete, será que ele é o vilão mesmo? Será que é um homem mau? A resposta para esta pergunta? Bem, ele é humano. Assim como todos os outros personagens. As pessoas podem achar meio repetitivo eu insistir nessa questão dos personagens humanos, mas é porque vocês não sabem o quão difícil é encontrá-los nos épicos. Sempre existem aqueles mestres em arco e flecha, super poderosos nas espadas, os heróis de armadura, os caras perfeitos super honrados que fazem tudo certo na hora certa (Tipo um Ned Stark da vida), mas todos nós sabemos que o ser humano nunca foi e nunca será perfeito. Então quando pego esse tipo de livro, não consigo viajar para o universo dele tão facilmente, quanto consigo viajar quando leio Tigana, ou Mago, ou Crônicas de Artur e alguns outros que colocaram personagens "reais" como protagonistas. É um senhor ponto positivo, aliás característica fundamental para eu classificar um épico como gostei ou não gostei.  Desde o primeiro volume, logo no começo, ficamos imaginando e prevendo o que irá acontecer. Tenho certeza absoluta que vocês, assim como eu, ficarão imaginando várias cenas e nenhuma delas irá acontecer. O final é surpreendente e mais uma vez, o toque de realidade está presente, não nos personagens em questão, mas no desenrolar da situação. Mesmo com narrativa comum de épicos, o desfecho conseguiu ser de tirar o fôlego.  E, infelizmente, creio que este seja o ultimo volume, pelo menos o final teve cara de final e não encontrei nada na internet que indicasse alguma continuação. Já estou morrendo de saudades da narrativa do autor e, sem dúvida alguma, irei procurar outras obras dele, porque esse sim sabe como fazer um épico de qualidade! :D

Próxima Página Home